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Em dia de manifestações, Haddad acusa Bolsonaro de chefiar “milícia”

Em São Paulo, milhares de pessoas desfilaram em apoio a ambos os candidatos.

O candidato do Partido dos Trabalhadores (PT) às eleições presidenciais do Brasil, Fernando Haddad, acusou este domingo o seu adversário na segunda volta, o ultraconservador Jair Bolsonaro, de ser um “chefe de milícia” e os seus filhos uns “bandidos”.

“Essas pessoas são uma milícia, não é um candidato a presidente, é um chefe de milícia, os seus filhos são milicianos, são bandidos, é gente de quinta categoria, essa é a verdade”, afirmou Haddad, numa conferência de imprensa em São Luís, no estado do Maranhão, no Nordeste no Brasil, citado pela agência EFE.

Repetindo que “ele (Bolsonaro) é um chefe de uma milícia”, Haddad defendeu que só “o medo de quem tem discernimento cresce” e quem “está anestesiado não vê o perigo” que, para o candidato do PT, representa o adversário, um nostálgico da ditadura militar (1964-1985).

Antes destas declarações, num comício com simpatizantes, Haddad assegurou que, “ganhando um ponto” percentual “por dia” nas sondagens de intenção de voto, irá vencer Bolsonaro nas eleições do próximo domingo.

Num outro comício, na quinta-feira, em Fortaleza, no estado do Ceará, também no Nordeste, o candidato do PT tinha apelidado Bolsonaro de “uma aberração, que só fala sobre a violência e ofende os nordestinos, as mulheres e os negros”.

“Há 28 anos que [Bolsonaro] está no Congresso como deputado federal e só vomita barbaridades”, disse na altura Haddad, acrescentando que o seu adversário “tem apenas ódio no seu coração”.

De acordo com a sondagem mais recente, divulgada na quinta-feira, Bolsonaro reúne 59% das intenções de voto, contra 41% de Haddad.

Manifestações em São Paulo com samba à mistura

Na cidade de São Paulo, milhares de pessoas saíram às ruas para manifestar apoios aos candidatos.

Do lado dos apoiantes de Bolsonaro, em plena Avenida Paulista, houve veículos com discursos a favor do candidato, ouviu-se o hino e chegou mesmo a rezar-se o “Pai Nosso”, acompanhado dos slogans “Deus acima de todos” e “Ele sim”, em contraste com o “ele não” espalhado pelas redes sociais.

Já no que diz respeito aos apoiantes de Haddad, no largo do Paiçandu, houve samba de apoio ao candidato do Partido dos Trabalhadores. Uma manifestação espontânea, acompanhada de um palco improvisado, e com várias referências ao mestre Moa, assassinado na Bahia, e a Marielle Franco, assassinada no Rio de Janeiro.

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