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Espanha alega insegurança para recusar imigrantes do Aquarius

Governo espanhol diz que porto “não é o mais seguro” para o desembarque de imigrantes do Aquarius.

Espanha recusa para já o apelo do Aquarius para o desembarque de 141 imigrantes resgatados sexta-feira em frente à costa da Líbia. O governo espanhol alega que “não é o porto mais perto e, portanto, mais seguro”, noticia o El País citando fontes governamentais.

A justificação questiona outros países da União Europeia, particularmente a França, para ver se recebem o barco, como a Espanha fez em junho, quando a embarcação chegou a Valência com 629 imigrantes resgatados em circunstâncias idênticas.

Malta e Itália já tinham negado abrir as portas ao Aquarius, barco que é gerido pelas organizações francesas não-governamentais SOS Mediterrâneo e Médicos sem Fronteiras, pondo à prova a política migratória de Pedro Sánchez.

Fontes do governo espanhol explicam que há um mês se tratava de uma “emergência humanitária”, uma vez que todos os portos europeus estavam fechados, tendo-se colocado a hipótese de devolver os imigrantes à Líbia de onde tinham partido. Agora, trata-se de esperar e “ver qual é a disponibilidade de outros países”.

Entretanto, a autarquia de Barcelona ofereceu-se, “uma vez mais”, para receber o barco e incita o executivo espanhol a não mudar de critérios e a que “continue comprometido” na defesa do “direito à vida e ao asilo”.

A maioria (73) dos 141 imigrantes a bordo do Aquarius são menores de idade e 70 % são naturais da Somália e da Eritreia, mas também há cidadãos do Bangladesh, Camarões, Gana, Costa do Marfim, Nigéria, Marrocos e Egito.

Gibraltar retira bandeira
O navio navega com a bandeira de Gibraltar, tendo o governo do território britânico anunciado esta segunda-feira que lhe iria retirar a licença. A justificação é que a embarcação está registada como “navio de busca” e não para operações de salvamento. Uma decisão que surge depois de uma primeira advertência para a suspensão das atividades de resgate de imigrantes.

O Aquarius foi afetado pelas ONG em 2016, para as operações de salvamento.

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