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Jovem detida por cruzar fronteira dos EUA enquanto fazia jogging

Uma jovem de 19 anos, de nacionalidade francesa mas de passagem pelo Canadá, foi detida, no mês passado, por ter, acidentalmente, cruzado a fronteira dos Estados Unidos enquanto corria.

Cedella Roman, de férias no Canadá, onde estava a visitar a mãe, não pensou, seguramente, que uma corrida pela marginal de White Rock, cidade da Colúmbia Britânica, uma das dez províncias do Canadá, lhes pudesse arranjar problemas com a polícia. Acontece que, por ter cruzado a fronteira com os Estados Unidos, ainda que acidentalmente, acabou por passar duas semanas num centro de detenção norte-americano para imigrantes ilegais, conta o “The Washington Post”.

A linha limítrofe dos dois países dista apenas cinco quilómetros do passadiço de madeira onde os locais costumam fazer jogging e praticar exercício. Mas Cedella Roman garantiu à cadeia de televisão canadiana CBS News que não viu qualquer sinal indicativos da fronteira e que só se apercebeu que estava em terras de Trump ao ser abordado por dois agentes responsáveis pelo controlo da fronteira.

“Disse-lhes que não o tinha feito de propósito e que não estava a perceber o que estava a acontecer”, contou a jovem, que, no momento da detenção, não estava na posse de documentos identificativos, uma vez que tinha ido correr. Os agentes não compraram as explicações e detiveram a jovem. No dia seguinte, foi transferida para um centro de detenção de imigrantes ilegais na cidade de Tacoma, Estado de Washington, onde esteve durante duas semanas, de 22 de maio a cinco de junho. Acabou por sair e regressar ao Canadá ao fim de semanas de burocracias.

A mãe da adolescente, Christiane Ferne, considerou a detenção da filha “uma armadilha” e garantiu que disponibilizou todos os documentos assim que foi contactada pelas autoridades. “Qualquer um pode ser apanhado a cruzar ilegalmente uma fronteira que não possui placas de sinalização”, defendeu.

Questionados pelo jornal norte-americano sobre a demora do processo, os serviços alegaram que o facto de a jovem ser francesa atrasou a sua libertação.

As autoridades canadianas confirmaram ter recebido os documentos que atestavam a presença legal de Cedella no país logo no dia 24 de maio e, cinco dias depois, declararam-se dispostos a deixar a adolescente voltar ao país, acrescentando que não ficou clara a razão pela qual tal não aconteceu de imediato.

As autoridades norte-americanas defenderam que cabe às pessoas que cruzam a fronteira fazerem-se acompanhar dos documentos de identificação e garantir que não o estão a fazer ilegalmente.

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