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Novos aviões chegam a Luanda em 2019

Quatro novas aeronaves do tipo Q400, das seis solicitadas por Angola à fabricante canadiana Bombardier, devem chegar a Luanda em 2019, disse hoje o ministro dos Transportes.

Augusto da Silva Tomás falava, à margem da assinatura do contrato para a aquisição de seis aeronaves, entre a nova operadora angolana de voos domésticos, Air Conection Express, e a canadiana Bombardier.

“Tudo está a ser tratado entre as partes, para que os aviões cheguem ao país o quanto antes, já que delas depende o início das operações, mas em princípio as primeiras quatro chegam em 2019 e as outras duas em 2020”, revelou.

Informou que cada Bombardier, do tipo DH8-Q400, está avaliado em pouco mais de 23 milhões de dólares.

No acto, o ministro anunciou também um ensaio a ser implementado por estes operadores, que vai marcar a abertura de um novo livro na aviação civil e ditar a criação de bases aéreas regionais.

Avançou que as aeronaves vão parquear em quatro bases regionais, designadamente a Base Norte, em Cabinda, Sul – no Lubango, Leste – no Luena (Moxico) e na zona central do país, que terá como base o aeroporto da Catumbela (Benguela), fazendo ponte aérea com Luanda e garantindo o transporte inter-provincial.

“Este ensaio visa dar resposta a preocupação das populações a nível do transporte aéreo, para reforçar a coesão social, económica e territorial do nosso país”, afirmou.

O consórcio é composto por nove accionista, nomeadamente a TAAG, sócio maioritário, ENANA, Bestfly, Air Jet, Air 26, Air Guicango, Diexim, SJL e Mavewa, e está avaliado em 143 milhões e quatrocentos mil dólares americanos, na perspectiva de operar com aeronaves do tipo DH8-Q400.

O projecto resulta de um financiamento montado por um sindicato bancário composto e liderado pelo banco angolano BNI e pelos Bancos de Desenvolvimento Afrexim, sediado no Egipto e EDC – Export Development Canada.

Os dois primeiros financiarão a dívida júnior enquanto o EDC financia a sénior, estando já garantido 90 por cento do capital para a aquisição, havendo a necessidade do “aporte” de 10 por cento por parte dos accionistas e a necessidade de garantia soberana para assegurar o financiamento.

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