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Reconstituição da morte de Maëlys juntou pais e homicida durante seis horas

A primeira fase da reconstituição da morte da menina portuguesa Maëlys de Araújo arrancou na segunda-feira. Durante mais de seis horas, o principal suspeito esteve com os pais da menina, passando por vários locais, que podem ajudar a polícia a perceber melhor o que aconteceu no dia da morte.

Nordahl Lelandais, o homicida confesso de Maëlys de Araújo, chegou à zoa de Isere perto das 20 horas, acompanhado pelos juízes de instrução e advogados. O homem de 35 anos passou pelos pontos-chave da noite de 26 de agosto, quando a menina, então com 9 anos, desapareceu.

Os trabalhos de reconstituição começaram no salão de festas, em Pont-de-Beauvoisin, onde Maëlys foi vista pela última vez, durante um casamento. Terminaram, seis horas e meia depois, na zona de Chartreuse, a cerca de 40 quilómetros, onde as autoridades encontraram os restos mortais da menina, seis meses depois do desaparecimento.

Pontos principais passados a pente fino

O homem, que confessou a morte de uma outra pessoa, foi levado numa carrinha preta, com vidros fumados, e cortinas fechadas, explica a televisão BFM TV. O encontro com os pais da menina aconteceu no salão de festas.

Depois de vasculhado aquele espaço, as autoridades seguiram para as traseiras de uma área comercial, um local nunca mencionado no processo. Ali, o grupo, acompanhado por 15 veículos, permaneceu cerca de uma hora, longe de qualquer interferência externa.

O grupo seguiu para a casa do suspeito, que poderá ser um local chave para perceber o que aconteceu na noite de 26 para 27 de agosto. Recorde-se que durante as investigações, as autoridades analisaram a casa do ex-militar, incidindo atenção especial no sofá da sala, onde encontraram vestígios de ADN, e na garagem, usada para depósito de materiais.

Os trabalhos terminaram nas montanhas, onde o corpo da menina lusodescendente foi encontrado. Esta será apenas uma das partes do processo de reconstituição do crime, que, de acordo com a confissão do principal suspeito, terá acontecido depois de um golpe “involuntário”.

Nordahl Lelandais retomou à cela no centro penitenciário de Saint-Quentin-Fallavier, onde está detido em prisão preventiva.

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