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Atriz egípcia julgada por “incitar libertinagem” ao usar vestido ousado

O vestido que uma atriz egípcia usou no Festival de Cinema do Cairo está a gerar polémica naquele país. Tudo porque as autoridades egípcias vão julgar a mulher por “incitar a libertinagem”.

Rania Youssef passou pela passadeira do Festival de Cinema do Cairo, na última semana de novembro, usando um vestido preto rendado. A indumentária deixava ver grande parte das pernas da atriz.

Segundo a BBC, a mulher de 44 anos vai agora ser julgada e pode incorrer numa pena de prisão até cinco anos. As acusações foram feitas por dois advogados, Amro Abdelsalam e Samir Sabri, conhecidos naquele país por casos envolvendo celebridades e a justiça.

À AFP, Sair explicou que a roupa usada pela mulher “não respeitou os valores sociais, as traduções e moral, prejudicando a reputação do festival e das mulheres egípcias em particular”. Uma posição corroborada pelo sindicato que representa os atores daquele país, que criticou publicamente ” a forma como alguns convidados se apresentaram”.

Nas redes sociais, a atriz desculpou-se pela roupa usada. “Foi a primeira vez que usei o vestido e nunca pensei que fosse causar tanta raiva”, lamentou.

Esta não é a primeira vez que um caso do género acontece no Egito. Em 2017, a cantora Shaimaa Ahmed foi condenada a dois anos de prisão, depois reduzidos para apenas um, por ter usado roupa interior num videoclip enquanto comia uma banana. Já em janeiro deste ano, a cantora Laila Amer foi detida depois de mais um vídeo polémico.

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