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Banco de Moçambique mantém taxa de juro nos 15%

O Banco de Moçambique manteve hoje a taxa de juro em 15% e as taxas da Facilidade Permanente de Depósitos e da Facilidade Permanente de Cedência em 12% e 18%, respetivamente.

O regulador do sistema financeiro moçambicano manteve ainda o coeficiente de reservas obrigatórias para os passivos em moeda nacional em 14% e em moeda estrangeira em 27%, disse, em conferência de imprensa, o governador do Banco de Moçambique, Rogério Zandamela.

“A decisão em relação à taxa MIMO [taxa de juro] é fundamentada pelo facto de a avaliação das perspetivas de curto e médio prazo continuar a indicar a manutenção da inflação em um dígito, em linha com as projeções anteriores”, declarou Rogério Zandamela, falando no final da reunião do Comité de Política Monetária (CPMO) do Banco de Moçambique.

O CPMO, prosseguiu, considera que apropriada a postura de manutenção das principais taxas de juro, após mais de um ano de redução consistente.

Rogério Zandamela assinalou que a inflação mantém-se baixa e estável, tendo-se fixado em 4,89% em setembro, face aos 5,02% em agosto e após 10,76% em setembro de 2017.

“Este ligeiro abrandamento foi favorecido pela desaceleração dos preços dos bens alimentares, com destaque para as frutas e vegetais”, explicou.

O metical registou alguma volatilidade face ao dólar e no dia 19 de outubro um dólar era comprado a 60,56 meticais contra 61,52 no dia 24 de setembro.

O défice da conta de bens aumentou 248 milhões de dólares (216 milhões de euros) no terceiro trimestre, devido ao aumento das importações em 706 milhões de dólares (615 milhões de euros) relativamente ao mesmo período do ano passado.

As reservas internacionais líquidas do Banco de Moçambique mantêm-se em níveis confortáveis, situando-se agora em 3.195,7 milhões de dólares (2,8 mil milhões de euros) cifra que permite cobrir sete meses de importação de bens e serviços, excluindo as transações dos grandes projetos.

O governador do Banco de Moçambique assinalou que a dívida pública interna aumentou para 107.460 milhões de meticais (1.500 milhões de euros), o equivalente a 12,3% do Produto Interno Bruto (PIB).

O clima económico deteriorou em agosto pelo terceiro mês consecutivo, refletindo perspetivas pessimistas das empresas em relação às expetativas de emprego e preços.

“Em termos sectoriais, a avaliação traduz o sentimento negativo dos agentes económicos dos setores de produção industrial, da construção e do comércio, que se sobrepôs à avaliação positiva dos setores de alojamento, restauração e dos transportes e armazenamento”, afirmou o governador o Banco de Moçambique.

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