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“Dois angolanos e um branco” mataram Luís Grilo: A nova versão da viúva

Viúva apresentou uma nova versão sobre o crime. Rosa Grilo garante que não foi ela nem o alegado amante a matar triatleta

Esta semana, Júlia Grilo, irmã do triatleta, deu uma entrevista ao programa ‘Linha Aberta’ de Hernâni Carvalho e contou que Rosa Grilo, viúva, tem uma nova versão da história, sendo que continua a defender a sua inocência.

Até então sabia-se que a família do triatleta acreditava que a viúva estava inocente, mas de acordo com as últimas declarações a opinião parece ter sido alterada.

Júlia Grilo começou por contar que Rosa está “em baixo” e que não é a pessoa que a família geralmente conhecia. Nos primeiros relatos da nova versão da viúva, Júlia, que criou o irmão como um filho, afirma que Rosa lhe disse que “não foi ela, nem o Tó (António Joaquim)” que mataram Luís Grilo.

“Contou-me que foram dois angolanos e um branco e que foi por causa de diamantes, coisa que não me parece que seja verdade (…) Sinceramente, quem tem diamantes não anda como eles andavam, não tinham grandes fortunas”, contou.

Questionada pelos motivos que levaram Rosa a promover as buscas do marido, Júlia garante que Rosa lhe disse que em causa estava o “medo” das pessoas que mataram o triatleta.

“Contou-me que ela [Rosa] estava em casa, que eles entraram a pedir os diamantes e que ela disse que não os tinha e que os diamantes estariam em Benavila, na terra do pai dela, mas como não estava lá nada voltaram e amarram-na a ela e ao Luís. Depois contou que lhe apontaram uma arma à cabeça e depois ao Luís e deram-lhe um tiro”, disse, acrescentando ainda que Rosa diz que Luís Grilo levou um segundo tiro.

“Ele [Luís] teve com a cabeça no colo dela e depois deram-lhe outro tiro”, relatou.

Relativamente ao facto de a arma do crime estar registada em nome de António Joaquim, Rosa nega que a arma fosse do alegado amante.

“Ela [Rosa] diz que a arma não é dele”, disse Júlia Grilo.

Além de Júlia Grilo, também Sandra Coelho, sobrinha do triatleta, prestou declarações ao programa da SIC. Sandra garante que não acredita na nova versão de Rosa Grilo e que, caso a história dos diamantes fosse verdadeira, “tinham matado os dois, porque não ficava cá ninguém para contar a história”.

Sandra Coelho recorda ainda os dias depois do crime.

“Tive com a Rosa, ela estava de manga curta e não vi marcas nenhumas de agressão nem de ter estado amarrada, nada”, rematou.

Recorde-se que, o que levou à detenção de Rosa Grilo foi a presença de vestígios – cabelos, sangue, suor ou saliva – da mulher de Luís Grilo no saco que tapava a cabeça do triatleta.

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