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EDP alia-se à BP na mobilidade elétrica

Elétrica instalará este ano 30 postos de carregamento em estações da BP e irá redesenhar a sua oferta na energia solar.

A EDP vai instalar este ano 30 postos de carregamento rápido de veículos elétricos em estações de serviço da BP, revelou ao Expresso a administradora da EDP com o pelouro da comercialização, Vera Pinto Pereira. A parceria começa com três postos de carregamento em Lisboa, um no Porto e outro na Maia.

A gestora da EDP sublinha que “a BP é um parceiro natural e é o segundo maior player em Portugal nas estações de serviço”. A aliança não passa apenas pela mobilidade elétrica. O acordo prevê que o abastecimento nos postos da BP, seja em combustível ou em eletricidade, dará direito a descontos na fatura da eletricidade dos clientes da EDP. Uma estratégia na linha de outras campanhas comerciais cruzadas que têm surgido em Portugal no mercado energético (como é o caso da parceria entre a Galp e o Continente).

A mobilidade elétrica é uma das prioridades da EDP Comercial, para complementar o seu negócio de venda de energia a clientes domésticos e empresariais. A empresa tem atualmente nove postos para carros elétricos na rede pública gerida pela Mobi-E. E, segundo Vera Pinto Pereira, a EDP tem tido “muita procura” de Câmaras Municipais, cadeias de retalho e hotéis para instalar novos postos de carregamento.

Ao longo deste ano, além dos postos na rede da BP, a EDP prevê instalar 30 a 40 postos de carregamento privados em Portugal. E isso incluirá um conjunto de contratos com empresas que passam pela instalação dos equipamentos (fabricados pela Efacec), fornecimento da energia e, em alguns casos, articulação com produção solar fotovoltaica.

O grupo quer fomentar o fornecimento destas soluções por via de contratos de serviços: cada empresa ou instituição poderá ter postos de carregamento e painéis solares nas suas instalações sem investir nos equipamentos; estes serão propriedade da EDP, que receberá uma renda pelos serviços.

Vera Pinto Pereira está segura da aceleração do mercado da mobilidade elétrica. A EDP tem estudado os registos dos seus clientes com a aplicação EVX, concluindo que diariamente os utilizadores percorrem 18 quilómetros entre a casa e o trabalho com o seu carro elétrico (numa média de 36 quilómetros diários) e com uma poupança de €1 por trajeto face ao custo que teriam num automóvel a gasolina. O estudo do comportamento dos clientes ajudará a empresa a otimizar a oferta de postos de carregamento e a respetiva localização.

Além da mobilidade elétrica, as operações da EDP Comercial em 2019 irão contemplar duas outras linhas de ação. Por um lado, redesenhar o pacote “Funciona”, de serviços complementares ao fornecimento de energia. E, por outro, reforçar a aposta nas soluções fotovoltaicas. “De ano para ano estamos a duplicar as instalações solares em empresas. A cada semana instalamos 500 módulos solares”, indicou Vera Pinto Pereira ao Expresso.

“Na energia solar iremos estender ao mercado doméstico o modelo de serviços”, referiu a gestora. Ou seja, os clientes residenciais da EDP poderão ter produção fotovoltaica em casa sem comprar os painéis. A EDP fará o investimento no equipamento, pelo qual o cliente pagará uma renda (calculada a partir da poupança estimada com o menor volume de energia comprada à rede).

Questionada sobre as sanções aplicadas pela Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE), a presidente da EDP Comercial não quis especificar quantos processos de contraordenação estão em aberto, limitando-se a comentar que “o regulador tem cumprido o seu papel”.

No atendimento aos clientes, Vera Pinto Pereira indica que a empresa está a conseguir que 92% dos clientes que apresentam uma reclamação ou reportam um problema tenham a sua situação resolvida no primeiro contacto. Os restantes 8% são, ainda assim, fonte de preocupação. “Não devemos perder a noção de que servimos muitos clientes”, aponta a gestora.

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