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Homicida da praia do Osso da Baleia morre em França

Vítor Jorge, o ex-bancário da Marinha Grande que ficou conhecido pela alcunha de “mata sete” por ter assassinado sete pessoas, entre elas a mulher e a filha mais velha, em 1987, foi encontrado morto em casa esta semana, na ilha da Córsega, supostamente devido à ingestão excessiva de medicamentos, um método pelo qual tentou o suicídio mais de uma dezena de vezes desde que passou a viver no arquipélago sob administração francesa.

Atualmente com 69 anos, o português chegou a trabalhar nas equipas de limpeza do aeroporto da Córsega, mantinha o gosto pela fotografia, conquistou novos amigos, mas nunca se libertou da tormenta psicológica que o terá levado a cometer o maior assassinato em série de que há memória em Portugal. Em março de 1987, atraiu cinco jovens para a Praia do Osso da Baleia, no concelho de Pombal, e matou-os a tiro.

Depois, foi chamar a mulher a casa, levou-a para um pinhal da Amieira, Marinha Grande, e assassinou-a à facada. Tresloucado, voltou a casa, levou com ele a filha mais velha e matou-a também à facada. Só não acabou com a vida da mais nova porque ela fugiu.

Condenado a 20 anos de prisão, a pena máxima naquela altura, foi libertado em outubro de 2001. Ainda viveu algum tempo em Inglaterra, onde estava o filho, mas decidiu ir para a Córsega, onde estava há 16 anos.

“Vou sentir saudades dos momentos bonitos que passámos juntos”, comentou Jean Michel Grimaldi, um dos amigos de Vítor Jorge, que divulgou a morte do português nas redes sociais.

O funeral deverá realizar-se na próxima semana, e o corpo deverá ficar sepultado em Bastia, cidade onde Vítor Jorge vivia. v

Bancário e fotógrafo

À época do os crimes, Vítor Jorge era contínuo e cobrador da agência do Banco Espírito Santo e Comercial de Lisboa da Marinha Grande e ganhava algum dinheiro a fotografar casamentos e baptizados.

Descendentes

Dos dois filhos que sobreviveram ao massacre, só o que vive em Inglaterra manteve contactos com o pai, tendo ido mesmo recebê-lo quando saiu da cadeia. A outra filha vive na Marinha Grande.

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