Home / Mundo / Médicos desligam máquinas de suporte de vida e homem desperta

Médicos desligam máquinas de suporte de vida e homem desperta

Um homem quase em morte cerebral despertou para a vida quando os médicos desligaram o equipamento de suporte de vida, seguindo indicações dos filhos, que já tinham tratado dos preparativos para o funeral.

T. Scott Marr sofreu uma trombose a 12 de dezembro de 2018. Foi encontrado na cama inconsciente e levado para o Hospital Metodista em Omaha, nos EUA.

Sem resposta a estímulos e com um inchaço cerebral, particularmente na zona da nuca, havia poucas esperanças para a família de Scott Marr.

“Estávamos preocupados com possibilidade de ser uma condição irreversível que iria evoluir para morte cerebral”, disse a médica Rebecca Runge, em declarações à Associated Press e citadas por jornais locais nos EUA.

A família de Scott Marr fez fé nas palavras dos médicos e iniciou os preparativos para o funeral. “Disseram-nos que estava a caminho da morte cerebral, então fizemos as nossas despedidas antes de o desentubarem. As máquinas foram desligadas e e ficámos à espera ao lado dele”, disse a filha do “homem-milagre”, Preston Marr.

“Disseram-nos que morreria depressa, possivelmente em minutos”, lê-se num depoimento da família Marr colocado online no GoFundMe, uma página de angariação de fundos, na qual a família pede ajuda para os tratamentos.

Quando foi removida a respiração assistida, Scott começou a respirar por meios próprios. A família cancelou o encontro que já tinha marcado com a funerária para tratar da cremação e decidiu ficar ao lado de Scott, à espera do último suspiro.

Em vez disso, Scott começou mostrar mais sinais vitais. Depois de mexer os dedos das mãos e dos pés a pedido, os médicos ordenaram novos testes. Descobriram que o homem sofre de uma condição rara, Síndrome de Encefalopatia Posterior Reversível (PRES, na sigla em inglês), que se manifesta por cefaleias, alteração do estado de consciência e convulsões.

O mecanismo exato da PRES ainda não é bem conhecido, mas tem como uma das causas mais frequentes a hipertensão. Um aumento da pressão sanguínea leva o cérebro “a desligar-se”, como medida de prevenção.

Após vários dias de tratamento e fisioterapia, Scott deixou o hospital, a 3 de janeiro, e continua a recuperação em casa.

pub