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Moeda angolana volta a depreciar-se frente ao euro e fica estável

A moeda angolana voltou hoje a depreciar-se ligeiramente frente à moeda europeia, um dia depois de se ter valorizado pela primeira vez este ano face ao euro, que passa de 349,436 para 349,567 kwanzas/euro, mas mantendo a cotação frente ao dólar.

Num comunicado, o Banco Nacional de Angola (BNA) indica hoje que a taxa de câmbio foi apurada depois da 57.ª sessão de venda de divisas em leilão aos bancos comerciais, em que disponibilizou e colocou na totalidade 25 milhões de euros, divididos por oito bancos comerciais.

No documento, é referido que a sessão de venda de divisas não trouxe alterações à moeda norte-americana, que se manteve nos 304,042 kwanzas/dólar.

Desde o início do ano, quando um dólar valia 165,92 kwanzas, a moeda angolana depreciou-se 45,42%.

Em relação ao euro, a nova cotação alterou ligeiramente a taxa de depreciação definida na sessão anterior (46,94), situando-se agora nos 46,96%, tendo em conta que, em janeiro deste ano, a moeda europeia se vendia a 185,4 kwanzas/euro.

No início deste mês, o BNA anunciou que vai colocar no mercado primário 650 milhões de dólares (552,5 milhões de euros) em divisas distribuídas por 14 sessões, tendo, desde dia 01, disponibilizado 570 milhões de euros, colocando no mercado primário 437,067 milhões de euros (76,67%).

Segundo o banco central angolano, o montante é colocado por via de leilões de preços, na venda de divisas, e da quantidade, no caso dos “plafonds” para cartas de crédito.

Após a nona sessão de outubro, as restantes cinco vão ocorrer nos dias 22, 24, 26, 29 e 31.

Em setembro, o BNA anunciou que, a partir de 1 deste mês, deixaria de proceder à venda direta de divisas, pelo que as solicitações de compra de moeda estrangeira voltaram a ser unicamente apresentadas aos bancos comerciais autorizados.

Na ocasião, o BNA referiu ter, no âmbito da normalização do funcionamento do mercado cambial, retomado a venda de moeda estrangeira nos leilões de divisas sem indicação específica das operações ou importadores para os quais os fundos devem ser vendidos pelos bancos comerciais.

Segundo o BNA, o sistema ajustado de vendas diretas permitiu que o banco central angolano tivesse um entendimento mais preciso da metodologia necessária para a proteção das reservas internacionais e emitisse regulamentação e orientações aos bancos comerciais adaptados a esse objetivo.

Com esse sistema, o BNA assegurou ainda a alocação imparcial das divisas no pagamento dos atrasados e a atenuação das perceções negativas dos clientes sobre os critérios de seleção dos beneficiários aplicados pelos bancos comerciais.

O BNA entende agora que, após o período de maior intervenção, com o mercado cambial atualmente mais bem regulamentado e com maior regularidade na oferta de moeda estrangeira, estavam criadas as condições para que sejam novamente os bancos comerciais a realizarem a alocação de moeda estrangeira aos seus clientes.

No exercício das suas responsabilidades de supervisor e de autoridade cambial, o BNA comprometeu-se a trabalhar junto das instituições financeiras, para que esta transição seja bem-sucedida e ocorra sem quaisquer impactos negativos na atividade económica do país.

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