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Proibido comércio e construções perto da nova ponte Maputo-Katembe

O município da cidade de Maputo proibiu hoje o comércio e construções nas imediações da nova ponte Maputo-Katembe devido à instalação nas proximidades da infraestrutura de vendedores informais e de outros munícipes.

“É proibida a venda de quaisquer produtos junto a ponte Maputo-Katembe e nas suas imediações, numa extensão de 50 metros de largura, de modo a garantir-se a segurança de pessoas e bens”, lê-se num comunicado do município, enviado hoje à imprensa.

A ponte Maputo-Katembe, que liga as duas margens da baía de Maputo, foi inaugurada no sábado e, logo nos primeiros dias, as autoridades começaram a registar o uso indevido da infraestrutura.

Entre as principais irregularidades, as autoridades municipais destacam ainda casos de munícipes que param para fazer fotografias, urinam e ficam pendurados ao longo da infraestrutura, além de pessoas que procuram abrigo por baixo da ponte.

“A ponte é um bem público que serve a toda sociedade, merecedora de proteção rigorosa não só pelo investimento aplicado, mas também pelos níveis mais elevados de segurança que devem ser mantidos, de modo a preservar-se a vida humana”, refere ainda o comunicado.

A ponte foi financiada e construída pela China, um empreendimento “chave na mão” que arrancou há quatro anos, com um valor base de 785 milhões de dólares (694 milhões de euros), que Moçambique começa a pagar a partir de 2019 e que incluiu a construção de 200 quilómetros de estradas, tais como a via circular à capital e a ligação à Ponta do Ouro, junto à fronteira com a África do Sul (com outras cinco pontes mais pequenas).

A ponte Maputo-Katembe tem um tabuleiro suspenso de 700 metros e duas rampas com pouco mais de um quilómetro cada, atravessando a baía a 60 metros de altura da água – suficiente para sob ela navegarem os cargueiros que passam pelo porto de Maputo.

A abertura ao trânsito significou uma das maiores mudanças de sempre na convivência entre as duas margens da baía, com a capital densamente povoada de um lado e a povoação da Katembe, dispersa e com poucas construções, do outro.

A ligação da capital à zona turística da Ponta do Ouro e respetiva fronteira com a África do Sul, a cerca de 100 quilómetros de Maputo, vai ser encurtada e passar a contar com uma via asfaltada.

A viagem deverá passar a demorar menos duas horas, ou seja cerca de metade do tempo necessário até agora, contornando a baía.

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