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Ronaldo culpa outro por lesões de modelo norte-americana

Cristiano Ronaldo admite que manteve relações sexuais com Kathryn Mayorga, mas nega que tenha feito sexo anal com a norte-americana, no quarto de um hotel de Las Vegas, em junho de 2009. Alega, inclusive, que as lesões sofridas por Mayorga, e que foram identificadas num exame forense efetuado nos dias seguintes ao encontro entre os dois, foram provocadas por outra pessoa.

Esta posição de CR7 está expressa na queixa apresentada a 20 de setembro deste ano pela ex-modelo, agora com 34 anos. Nesse documento consultado, os advogados da norte-americana referem que, em respostas escritas enviadas à sua equipa de defensores, o jogador da Juventus assume que concretizou relações sexuais com Kathryn Mayorga quando esta estava “deitada na cama” de um dos quartos do The Palms Place Casino Resort. Mas refuta que a tenha sodomizado e garante que as lesões anais sofridas pela jovem foram infligidas por “outra pessoa” após o ato sexual entre ambos.

CR7 contrata especialistas

Ainda na queixa apresentada por Kathryn Mayorga é detalhada a forma como uma equipa de advogados de CR7 pressionou a queixosa e se aproveitou do seu comprovado estado de depressão para retardar e/ou silenciar a investigação, com a complacência da polícia. Aliás, a defesa da jovem refere que a equipa reunida por CR7 contava com o auxílio de uma fonte policial confidencial, que assegurou que as autoridades de Las Vegas “de bom grado encerrariam a investigação se houvesse um acordo financeiro entre as partes”.

Acordo que foi ontem revelado pelo jornal alemão “Der Spiegel” e que, para a defesa de Mayorga, foi alcançado com recurso a “atos maliciosos, opressivos, coercivos e fraudulentos”. Motivos mais que suficientes para que – sustenta – seja considerado nulo o contrato de confidencialidade, através do qual a ex-modelo, assim como a sua família, amigos e advogados, se comprometeram a manter silêncio sobre o caso em troca de 375 mil dólares (cerca de 325 mil euros, a valores atuais) pagos pelo futebolista português.

A queixa apresentada pela mulher, que conheceu Cristiano Ronaldo na discoteca do hotel, acusa ainda CR7 de contratar uma equipa de especialistas – denominados de “fixers” – que “avaliou e vigiou as agências responsáveis pela investigação e acusação da agressão sexual”. Este trabalho de “espionagem” era fundamental para levar avante a estratégia concebida para “evitar ou atrasar uma acusação criminal” contra o jogador português.

Os mesmos especialistas, lê-se na queixa, escrutinaram a vida de Kathryn Mayorga e informaram o avançado, que então negociava a transferência para o Real Madrid, que esta era divorciada, estava “abertamente disponível” para namorar e tinha a vida normal de uma jovem mulher de Las Vegas, antes da alegada agressão sexual.

As informações enviadas a CR7 davam ainda conta de que Kathryn Mayorga era filha de um bombeiro e de uma dona de casa, licenciada em jornalismo e que teve vários empregos como professora, modelo ou representante de vendas.

A mãe de CR7, Dolores Aveiro, e a irmã mais nova, Kátia, lançaram uma corrente de apoio nas redes sociais. “Quero ver quem tem coragem de pôr esta fotografia no perfil por uma semana e fazer uma corrente por ele… Por Portugal, por ele, pelos nossos, pela união do povo… Pela justiça. Ele merece”. Retratado como super-homem, são sugeridas as hashtags #ronaldoestamoscontigoateaofim ou #justiçacr7.

Onde está a roupa?

O advogado de Kathryn Mayorga anunciou que a roupa usada pela ex-modelo, e que tinha sido entregue à Polícia, desapareceu. Mas a informação foi desmentida pelas autoridades. Além da roupa usada por Mayorga, integram as provas apresentadas os documentos confidenciais que, através da Football Leaks, foram divulgados pela revista “Der Spiegel”.

Acordo revelado

Sete meses após o encontro em Las Vegas, CR7 e Kathryn Mayorga assinaram um acordo de confidencialidade. O conteúdo do documento foi ontem revelado por esta publicação alemã.

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